QUEM NÓS SOMOS

Minha foto
Terceiro ano B
São Paulo, São Paulo, Brazil
Nós somos o terceiro ano do ensino médio B, da Escola Estadual Professor Luís Magalhães de Araújo, este blog é será um meio de Avaliação, todo conteúdo será criado por nós alunos e será avaliado pela Professora Luciana Bugosi.
Ver meu perfil completo

Resenhas

Filme Que gostei:

Uma Prova de Amor



            Ana é uma garotinha que já nasceu com um propósito, salvar a vida da irmã mais velha que está com leucemia.  Para isso ela foi concebida com a ajuda da medicina para que pudesse ser uma doadora compatível.  E desde que nasceu seus pais a usaram para prover o necessário para sua irmã.  Agora esta precisará de um transplante de rim e Ana sabe que, se o fizer, sua vida será limitada.  E se não o fizer, sua irmã morrerá.  Mas sabe também que sua irmã terá poucas chances de sobreviver, mesmo que o transplante dê certo.  
            A fim de evitar o transplante, Ana procura um advogado e entra com uma ação contra seus pais, buscando uma emancipação médica, ou seja, poder ela mesma tomar decisões sobre seu próprio corpo.

            O filme tem uma trama muito bem feita.  Não se trata apenas de uma luta de uma jovem contra o câncer, mas o quanto esta luta afeta todos ao seu redor.  
            Enquanto assistia ao filme, me questionava sobre a atitude de Ana.  Afinal ela não deixa dúvidas sobre seu amor pela irmã.  E isso leva ao questionamento: até que ponto vale a luta e o sacrifício quando se sabe que já não adiantará nada?   E que decisão eu tomaria no lugar de Ana?

            Um bom filme para se ver e pensar um pouco.





Filme que não gostei:

Ilha das Flores

O documentário “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado produzido em 1989, é de uma rara profundidade que exprime toda a banalização a que foi submetida o ser humano, por mais racional que este seja. Um ácido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho. A lamentável condição de sub-existência dos habitantes da Ilha das Flores deixa as pessoas pasmas. A ideia do curta-metragem é mostrar o absurdo desta situação. Seres humanos que, numa escala de prioridade, estão depois dos porcos. Mulheres e crianças que, num tempo determinado de cinco minutos, garantem na sobra dos porcos (que por sua vez, alimentam-se da sobra de outros seres humanos com condições financeiras de escolher o alimento) sua alimentação diária.
A obra Ilha das Flores é rica em informações reais (às vezes chega a ter um caráter didático), e ao mesmo tempo, segue a trajetória fictícia de um tomate: plantado, colhido, vendido a um supermercado, comprado por uma dona-de-casa, rejeitado na hora de fazer um molho para o almoço, jogado no lixo, levado para a Ilha das Flores, rejeitado pelos porcos, e finalmente, encontrado por uma criança com fome.
A desigualdade social e toda perversidade de um sistema são provocadas justamente por seres humanos que procuram viver em seus casulos de forma egocêntrica e egoísta, fingindo não ver a realidade da exploração do homem sobre o homem, esquecendo-se da solidariedade e afeto entre seus semelhantes. Daí a afirmação no início do curta da não-existência de Deus. Infelizmente, explorar a miséria humana faz parte desse sistema, faz parte do “progresso natural da sociedade”. Uma prova disso é que o diretor não precisava ir tão longe para ver a crueldade e a miséria do homem, bastava colocar uma câmera em sua janela de casa.
A noção de progresso é o anteparo usado pelo filme para estabelecer propositalmente uma relação insolúvel na sociedade capitalista. A capacidade criativa e o decorrente progresso são conjugados com os diversos aspectos que envolvem a vida em sociedade. O lixo é capaz de unir- e não separar como normalmente – a “parte limpa” com a “parte suja” do filme. Logo, confirma-se uma incompatibilidade entre progresso e desenvolvimento humano. O espectador sente o sabor da simples profundidade sugerida pelo filme. É uma provocação ao raciocínio social imediato, à propriedade privada, ao lucro, ao trabalho, à exploração, à relação entre progresso criativo e, consequentemente, tecnológico (criação e evolução estão intimamente ligados) e ao desenvolvimento social e humano. Passados quase vinte anos após a sua produção, o curta ainda é bastante atual. O documentário é narrado pelo ator Paulo José e foi aclamado pela crítica, vencendo vários prêmios.



Por : Andreza das Chagas Arruda     N° 02

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

0 comentários:

Postar um comentário