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Terceiro ano B
São Paulo, São Paulo, Brazil
Nós somos o terceiro ano do ensino médio B, da Escola Estadual Professor Luís Magalhães de Araújo, este blog é será um meio de Avaliação, todo conteúdo será criado por nós alunos e será avaliado pela Professora Luciana Bugosi.
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Resumo de Machado de Assis

Resumo de Machado de Assis

O Enfermeiro

Já sabe que foi em 1860. No ano interior, ali pelo mês que agosto, tendo eu quarenta e dois anos, fiz-me teólogo, - quero dizer, copiava os estudos de teologia de um padre de Niterói, antigo companheiro de colégio, que assim me dava, delicadamente, casa, cama e mesa.
Nesse pequeno parágrafo notamos uma situação realista que ao fazer um favor para o padre que seria copiar trabalhos, estudos em troca ele recebia casa, comida e banho que é uma situação real da época em vez de ser dinheiro ou algo material.
Chegando a vila, tive más noticias do coronel. Era homem insuportável, estúpido, exigente, ninguém o aturava, nem os próprios amigos. Gastava mais enfermeiro que remédios.
No trecho acima, podemos observar que, “ninguém” gostava do coronel, mas o aturava por ele ser uma autoridade, mas a situação realista se encontra na parte em que ele gastava podendo-se dizer que contratando mais enfermeiros do que se preocupando com os remédios para os pacientes que também era uma coisa muito importante.
Não tinha parentes; tinha um sobrinho que morreu físico em fins de maio ou princípios de julho, em Minas. Os amigos iam por lá às vezes aprová-lo, aplaudi-lo, e nada mais; cinco dez minutos de visita. 
Pelo fato do coronel ser muito chato e rabugento mal tinha parentes quem dirá amigos leais, que iam poucas vezes vê-lo e quando apareciam faziam uma breve e rápida visita.
No principio de agosto resolvi definitivamente sair; o vigário e o medico,aceitando as razoes, pediram-me que ficasse algum tempo mais. Concedi-lhes um mês; no fim de um mês viria embora qualquer que fosse o estado do doente.
Procópio estava decidido a sair do emprego de enfermeiro, qualquer que fosse a situação grave do paciente, logo pode notar que está presente o realismo na hora que ele deixa avisado antecipadamente que qualquer que fosse a “situação do paciente” ele deixaria o emprego sem ficar á cumprir suas tarefas.
Assim por uma ironia da sorte, os bens do coronel vinham parar as minhas mãos. Cogitei em recusar a herança. Parecia-me odioso receber um vintém do tal espolio; era pior do que fazer-me esbirro alugado. Pensei nisso três dias, e esbarrava sempre na consideração de que a recusa podia fazer desconfiar alguma coisa.
Em vez de Procópio aceitar os bens de imediato se fez de boa pessoa, mas acabou aceitando depois a herança do Coronel, a realidade de dizer que não precisava e não queria, mas só para não passar a ver visto aos olhos das pessoas como interesseiro e aproveitador da situação da morte do Coronel.

Por: Gabriella Nunes, Andreza Chagas, Bruna Gomes, Karina Santos, Igor Gomes (Perri Ornitorrinco), Lucas Inácio e Thayna Souza.
  
Mandado em: 30/03/2012

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Saudade


Saudade
Miguel Falabela

A saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
 Saudade da presença, e até da ausência consentida.
 Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
 Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donalds;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
 É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer; Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

Por: Nicole Castro

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A Árvore das relações


A Árvore das relações

Olá meu amigo...
Saia de casa só pelo gosto
de caminhar. Sorria para todos. Faça um
álbum de família. Conte estrelas. Telefone para seus
amigos Diga: "Gosto muito de você!" Converse com Deus. Volte
a ser criança. Pule corda. Apague de vez a palavra "rancor". Diga "sim".
De uma boa risada! Leia um livro. Peça ajuda. Corra. Cumpra uma promessa.
Cante uma canção. lembre o aniversario de seus amigos. Ajude algum doente.
Pule para se divertir, Mude de penteado, Seja disponível para escutar. Deixe seu
pensamento viajar. Retribua um favor. Termine aquele projeto. Quebre uma rotina.
Tome um banho de espuma. Escreva uma lista de coisas que lhe dão prazer. Faça uma
visita. Sonhe acordado. Desligue o televisor e converse. permita-se errar. Retribua uma
gentileza. Escute os gritos. Agradeça a DEUS pelo sol. Aceite um elogio. Perdoe-se...
Deixe que alguém cuide de você. Demonstre que esta feliz. Faça alguma coisa que
sempre desejou. Toque a ponta dos pés. Olhe com atenção uma flor. Só por hoje evite
dizer "não posso". Cante no chuveiro. Viva intensamente cada minuto de Deus.
Inicie uma tradição familiar. Faça um piquenique no quintal. Não se preocupe.
Tenha coragem das pequenas coisas. Ajude um vizinho idoso.
Afague uma criança. Reveja fotos antigas. Escute um amigo.
Feche os olhos e imagine as ondas do mar.

Brinque com seu mascote
Permita-se brilhar. De
uma palmadinha nas
suas próprias costas.
Torça pelo seu time.
Pinte um quadro.
Cumprimente um
novo vizinho.
Compre um
presente para
você mesmo.
Mude alguma
coisa. Delegue
Tarefas. Diga
"bem-vindo"
a quem chegou.
Permita que
alguém o ajude.
A - gra - de - ça!
Saiba que não
está só. Decida-se
a viver com
"paixão": sem ela
nada de grande se consegue.
Conserve esta arvore diante de si durante os 365 dias do ano.
Ela garante boa saúde,
excelentes relações pessoais, rápido crescimento pessoal e comunitário, e uma eternidade feliz!!!



Por: Gabriel Araujo

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Resumo de Machado de Assis


Resumo de Machado de Assis

A Causa Secreta


   



Resumo da Obra

O conto A Causa Secreta é um dos mais fortes de Machado de Assis.
O motivo do conto é explicar o verdadeiro sentido do termo "sadismo".
Em 3ª pessoa, o narrador conta a história do personagem Fortunato e o seu estranho prazer em contemplar a desgraça alheia, no caso, a sua Causa Secreta.

_

Comenta sobre a história de um triangulo amoroso formado entre Fortunato, Garcia e Maria Luísa.
Garcia havia visto pela primeira vez Fortunato durante a apresentação de uma peça de teatro, um “Dramalhão cosido a facadas”. Fortunado se deliciava a cada cena da peça; E logo vai embora justo quando a obra entra em sua segunda parte, mais leve e alegre.
Mais tarde, Garcia volta a vê-lo quando ambos tentam salvar a vida de um homem esfaqueado, Sendo Garcia médico e Fortunato enfermeiro. No entanto, Fortunato dedica à atenção especial durante o estágio crítico do paciente, tornando-se frio e indiferente quando a vítima melhora.
Tempos depois, passam a se encontrar constantemente no mesmo transporte, o que solidifica uma amizade.  É a oportunidade para que o homem misterioso convide o amigo para conhecer sua casa e sua esposa.
Fortunato havia se casado com Maria Luísa, e fazia questão de apresentá-la a Garcia.
Assim, nesse jantar, à primeira vista, Garcia se encantou com as feições e beleza de Maria Luísa a ponto de se apaixonar perdidamente por ela. Mas, sem dizer nada, nunca, a ninguém. Deixou que seu amor por Maria Luísa ficasse trancado em seu coração. 
Os dois homens se tornam muito amigos e resolvem abrir em sociedade uma clínica. Nela, Fortunato vai-se destacar como um médico atencioso, principalmente para os doentes que se encontram no pior estágio de sofrimento. 
Garcia já havia desconfiado do comportamento estranho de Fortunato com relação à maneira de se comportar diante de pacientes que estavam gravemente machucados, ou doentes em estado terminal. A dedicação chegava a estranhar, pois ele parecia sentir certo prazer com o sofrimento dos outros. Mas, nunca perdia a postura e o ar de tranquilidade que deveria passar as pessoas como um médico.
Agora trabalhando com Fortunato, Garcia sabia que poderia ver Maria Luísa todos os dias.
Ele não deixava de se preocupar com ela, pois ela transparecia ser uma pessoa muito nervosa.
Certa vez, Maria Luísa procurou Garcia, muito trêmula, dizendo que seu marido estava com um comportamento esquisito. Fazia sofrer os animais. Os guinchos e grunhidos deles a incomodava tanto, que já não aguentava mais. Chamou Garcia para ver o que ele estava fazendo no laboratório que havia montado em sua casa. Quando chegaram, Fortunato é flagrado dando risadas ao se vingar de um rato que supostamente teria roído documentos importantes: de forma paciente ele ia cortando as patas e rabo do bicho e aproximando-o do fogo, com cuidado para que o animal não morresse de imediato, possibilitando, assim seu prazer.
Ficaram assustados, e notaram o comportamento sádico que Fortunato escondia. Neste momento Maria Luísa começou a tossir e Garcia se preocupou com a possibilidade dela estar doente. Não deu outra, era a tuberculose que havia atacado aquela moça com ares tão joviais e de apenas vinte e poucos anos e não demorou que ela caísse de cama. Fortunato acompanhou passo a passo a doença de sua mulher até a morte. Garcia sofria calado e seu amigo não era do tipo que tinha ciúmes, mas era, porém muito orgulhoso. Percebeu quando Garcia chegou perto do caixão e beijou seu amor longamente na testa. Chorou durante horas de desespero pela perda de sua amada. E a beijou várias vezes no caixão, enquanto Fortunato olhava escondido atrás da porta, e para ele foram longas horas de prazer tanto por Maria Luísa quanto pelo seu amigo.


Trechos do Realismo


·         "E com um sorriso único, reflexo de alma satisfeita, alguma coisa que traduzia a delícia íntima das sensações supremas, Fortunato cortou a terceira pata ao rato, e fez pela terceira vez o mesmo movimento até a chama."

- Nesta parte, ele estava sentindo prazer em ver o rato agonizando até a morte, é comum ver isso em pessoas sadomasoquista.

·         “Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver; mas então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero."

- Neste trecho, ele comenta sobre a dor e o sofrimento de Garcia pelo fato do amor dele ter morrido. Hoje em dia é muito comum ver as pessoas se lamentando pelos amores perdidos.

·         “Todos tem uma causa secreta. Quem não tem algo que não possa ser revelado?”

- Nesta citação de Machado de Assis, ele tenta explicar que muitas vezes usamos máscaras para disfarçar sentimentos, situações, desejos proibidos, sensações agradáveis e aquelas que nos tornam melhores e outras que nos revelam piores do que aparentamos.


Por: Larissa Albuquerque, César Mesquita, Cristiane Figueiredo e Mariana Santos.


Mandado dia: 26/03

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Resumo de machado de Assis


Resumo do livro machado de Assis


Uns Braços
Resumo

Inácio era um jovem de 15 anos ,que morava com o solicitador Borges e D.Severina, que era casada com borges há anos.
Seu pai era um humilde barbeiro que o enviou para trabalhar de escrevente do solicitador Borges , para poder ter contato com o oficial que rendia muito. Inácio era um garoto muito distraído e de imaginação fértil, e por conta disso sempre acabava recebendo broncas do seu chefe por confundir-se em diversas tarefas e andar sonolento Borges chamava a sua atenção durante a mesa e só parava com o pedido de sua mulher e em meio a vários xingamentos e logo depois o tinir do talheres, o garoto só conseguia prestar atenção nos braços a mostra de D. Severina, ele sempre os notava disfarçadamente, de canto de olho , mais não conseguia para de admira-los , mesmo sabendo que não era certo.
Em seu quarto, Inácio fitava as águas e montanhas próximos, tendo em mente a idéia de fugir, mas ele não conseguia se distanciar por causa dos abraços de D. Severina.
Mesmo que Inácio tentasse observar os Braços dela de modo discreto, ela tinha percebido seus olhares maliciosos  e começou a se sentir mal e culpada e por isso tentou agir rapidamente com Inácio, porem, não foi capaz, por que também sentia algo pelo menino, mas ainda assim ele era só uma criança.
Certa noite, com a ausência de Borges, Inácio estava dormindo em sua rede, e então começou a sonhar com D. Severina, e na mesma realidade estava presente abservando - o enquanto dormia, então nos sonhos do menino ela o beijava e o mesmo aconteceu na realidade, ela o beijou e depois saiu de la com muita culpa sobre si.
E ele partiu e através dos anos e por meio d3e outros amores, ele nunca se esqueceu do seu beijo de seus sonhos.


Por: Suelen Silva, Andreza Marinho, Carlos Henrique, Bruna, Elisaldo e Fernando

Mandado em : 27/03

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Resumo de Machado de Assis


Resumo da obra Machado de Assis


 A Parasita Azul

Resumo

Machado de Assis relata a historia de um jovem goiano que a mando de seu pai, que é um proprietário de terras em Goiás, vai estudar na França durante 8 anos.
Já formado em medicina, Camilo Seabra conhecido na cidade parisiense como o aventureiro galanteador tem um caso rápido com uma viúva de um tal príncipe Alexis.
O pai de Camilo, um homem muito influente na cidade de Santa Luiza manda-lhe uma carta pedindo para que seu filho volte a terra natal.Com muita tristeza o jovem deixa uma carta de despedida para a viúva e parte para o Brasil conforme o pedido de seu pai.
No caminho ele encontra um conhecido da mesma cidade Sr. Leandro Soares durante o percurso Soares conta sua historia de um homem apaixonado, mas não correspondido.Sua amada chama-se Isabel filha de um coronel da Camilo chega a cidade e é recebido com muito orgulho por seu pai, familiares e amigos, conta lhes suas experiências vividas em outro pais e depois de alguns dias fica entediado com monotonia da cidadezinha pacata de Santa Luiza. Seu pai deseja q ele entre para a política, mas Camilo n se interessa pelo assunto.
O medico depois de alguns dias Lembra-se da historia contada pelo seu companheiro de viagem e acaba por ficar curioso em saber quem era a tal moça que menosprezava o rapaz.As únicas vezes que Camilo acordava cedo era para ir a missa de domingo, e em uma dessas vezes acabou encontrando a jovem Isabel no qual imediatamente ficou enfeitiçado por ver tanta beleza em uma só pessoa.
Em uma festa típica da cidade o jovem conhece um senhor que conta a historia e o porque da moça nunca ter se apaixonado por nenhum rapaz. Há uns anos atrás quando Isabel ainda era uma menina, ela se apaixonou por um menino que subira em uma arvore para pegar uma flor azul (parasita) e acabou se machucando. O menino deu a ela  a flor e costumava a chama-la de sua mulher, prometeu esperar até o dia que eles fossem mais velhos e pudessem se casar.O rapaz sumiu e nunca mais Isabel o encontrou de novo.
Na hora que Camilo soube que Isabel sempre fora apaixonada por ele, e que aquele menino da historia era ele que tinha sido obrigado a ir para outro pais pelo pai.
Camilo correu para se declarar para Isabel, porem a garota por esperar tanto desistiu do rapaz. O rapaz então teve uma louca ideia, sumiu durante alguns dias deixando seus pais e parentes preocupados, a notícia chegou aos ouvidos da linda moça que assustada começou a chorar pensando ter perdido novamente seu amado.
O Sr. Que contou a historia de Isabel encontrou o jovem preste a cometer um suicídio querendo se jogar de um precipício. Isabel que sempre foi apaixonada por Camilo decide se casar, pois não aguentaria perder o amado novamente.
Camilo foi ao encontro de Soares e pediu para que o amigo não guardasse magoa pelo casal disse também que ele merecia alguém especial que o amasse de verdade. Pediu ao seu pai que ajudasse o amigo a se eleger como político, pois sabia que Soares tinha um grande potencial.
Soares decidiu perdoar Camilo e só teve um desejo que fizesse Isabel feliz.                                                  Depois de um ano casado Camilo olha um jornal com noticias do exterior e vê em destaque a foto de Leontina Gaveau, seu caso de Paris. Não contente por iludir moços estudantes começou a roubar joias de sua visinha.


Trechos do Realismo

‘’- É o que lhe digo, Camilo, confessava o filho do comerciante, se
alguém tiver o atrevimento de pretender essa moça pode contar que
há no mundo mais dois desgraçados, ele e eu. Não há de acontecer
assim felizmente; lá todos me conhecem; sabem que não cochilo para
executar o que prometo...’’

Nesse trecho do realismo Leandro deixa claro que Isabel podia não ama-lo e não ter nenhum compromisso como rapaz, mas que seria capaz de matar qualquer um que se aproximasse dela, por ama-la, tendo como lema ‘’ Se não posso te lá nenhum a terá.’’

 ‘’ ... Quanto a ser sua esposa, nunca. Eu quisera entregar a minha vida a quem tivesse um amor igual ao meu.
O seu amor é de ontem; o meu é de nove anos; a diferença de idade
é grande demais; não pode ser bom consórcio. Esqueça-me e adeus.’’

Nesse trecho o realismo Isabel responde Camilo por carta dizendo que podia mesmo ama-lo, mas que por sua ‘’infidelidade’’ a jura adolescente de eterno amor, passando- se os oito anos, sendo ela fiel a tantos pretendentes, ela o rejeitaria.

‘’ ... — Mas a causa dessa resolução? perguntou-lhe o doutor. 
— A causa... balbuciou Camilo que espreitava a pergunta; não ouso
confessá-la... 
— É vergonhosa? perguntou o velho com um sorriso benévolo. 
— Oh! não!... 
— Mas que causa é? 
— Perdoa-me, se eu lha disser? 
— Por que não? 
— Não, não ouso... disse resolutamente Camilo. 
— É inútil, porque eu já sei. 
— Ah! 
— E perdôo a causa, mas não lhe perdôo a resolução; o senhor fez
uma cousa de criança. 
— Mas ela despreza-me! 
— Não... ama-o! ‘’
Nesse trecho Camilo conversa com o pai de sua amada sobre a tentativa de suicídio, ele explica que escolhe a morte a não te lá pois seu amor é tudo que ele almeja na vida.


Por: Nicole, Débora, Evelyn, Gabriel,  Amanda, Daniel e Lucas Felix.

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Resumo de Machado de Assis



Resumo Machado de Assis

Conto Miss Dollar
Resumo
 O conto "Miss Dollar" conta a história de uma viúva cética quanto ao amor de seus pretendentes por causa da convivência com o falecido marido, interessado apenas em seu dinheiro. Uma cadelinha chamada Miss Dollar fuge de casa e é encontrada por Mendonça, um jovem médico colecionador de cachorros. Ao ver o anúncio dos donos da cachorra, decide devolvê-la. Conhece assim Margarida, uma viúva ainda moça por quem se apaixona. A moça parece não corresponder aos seus sentimentos. Mendonça, depois de algum tempo, resolve mandar-lhe uma carta a qual é respondida secamente. Fica muito triste e pensa em desistir da bela moça até que D. Antônia, tia de Margarida o procura para contar-lhe que a sobrinha o ama e que o evita por medo de que ele seja apenas mais um golpista, como foi seu finado marido e todos os outros pretendentes que surgiram depois. Ela pede que ele vá vê-la e o inevitável, segundo Margarida, acontece. Casam-se. No início ela desconfia de suas intenções reais mas percebe, com o tempo, que seu amor é sincero. E, para terminar a história, Miss Dollar, responsável pela união de Margarida e Mendonça, é atropelada e morre.
Trechos do Realismo

Primeira parte do realismo
A Miss Dollar do romance não é a menina romântica, nem a
mulher robusta, nem a velha literata, nem a brasileira rica. Falha desta vez a
proverbial perspicácia dos leitores; Miss Dollar é uma cadelinha galga.
Para algumas pessoas a qualidade da heroína fará perder o interesse do
romance. Erro manifesto. Miss Dollar, apesar de não ser mais que uma
cadelinha galga, teve as honras de ver o seu nome nos papéis públicos, antes
de entrar para este livro. O Jornal do Comércio e o Correio Mercantil
publicaram nas colunas dos anúncios as seguintes linhas reverberantes de
promessa:
         "Desencaminhou-se uma cadelinha galga, na noite de ontem, 30. Acode
ao nome de Miss Dollar. Quem a achou e
quiser levar à rua de Mata-cavalos no..., receberá duzentos mil-réis de
recompensa. Miss Dollar tem uma coleira ao pescoço fechada por um cadeado
em que se lêem as seguintes palavras: De tout mon coeur."
Todas as pessoas que sentiam necessidade urgente de duzentos mil-réis, e
tiveram a felicidade de ler aquele anúncio, andaram nesse dia com extremo
cuidado nas ruas do Rio de Janeiro, a ver se davam com a fugitiva Miss
Dollar. Galgo que aparecesse ao longe era perseguido com tenacidade até
verificar-se que não era o animal procurado
Segunda parte de realismo
Dias depois, Andrade e Mendonça foram à casa de Margarida, e lá passaram
meia hora em conversa cerimoniosa. As visitas repetiram-se; eram porém mais
freqüentes da parte de Mendonça que de Andrade. D. Antônia mostrou-se
mais familiar que Margarida; só depois de algum tempo Margarida desceu do
Olimpo do silêncio em que habitualmente se encerrara.
Era difícil deixar de o fazer. Mendonça, conquanto não fosse dado à
convivência das salas, era um cavalheiro próprio para entreter duas senhoras
que pareciam mortalmente aborrecidas. O médico sabia piano e tocava
agradavelmente; a sua conversa era animada; sabia esses mil nadas que
entretêm geralmente as senhoras quando elas não gostam ou não podem entrar no terreno elevado da arte, da história e da filosofia. Não foi difícil ao rapaz
estabelecer intimidade com a família.
Posteriormente às primeiras visitas, soube Mendonça, por via de Andrade, que
Margarida era viúva. Mendonça não reprimiu o gesto de espanto.
- Mas  tu falaste de um modo que parecias tratar de uma solteira, disse ele ao
amigo.
- É verdade que não me expliquei bem; os casamentos recusados foram todos
propostos depois da viuvez.
- Há que tempo está viúva?
- Há três anos.
- Tudo se explica, disse Mendonça depois de algum silêncio; quer ficar fiel à
sepultura; é uma Artemisa do século.
Andrade era céptico a respeito de Artemisas; sorriu à observação do amigo, e,
como este insistisse, replicou:
- Mas se eu já te disse que ela amava apaixonadamente o primeiro pretendente
e não era indiferente ao último.

Terceira parte do realismo
Andrade ignorou estas cousas; cada vez que encontrava Mendonça chamava lhe Colombo do amor; tinha Andrade a mania de todo o sujeito a quem as
idéias ocorrem trimestralmente; apenas pilhada alguma de jeito repetia-a até a
saciedade.
Os dois esposos são ainda noivos e prometem sê-lo até a morte. Andrade
meteu-se na diplomacia e promete ser um dos luzeiros da nossa representação
internacional. Jorge continua a ser um bom pândego; D. Antônia prepara-se
para despedir-se do mundo.
Quanto a Miss Dollar, causa indireta de todos estes acontecimentos, saindo
um dia à rua foi pisada por um carro; faleceu pouco depois. Margarida não
pôde reter algumas lágrimas pela nobre cadelinha; foi o corpo enterrado na
chácara, à sombra de uma laranjeira; cobre a sepultura uma lápide com esta
simples inscrição: A Miss Dollar


Por:  Erick Nascimento,  Roneyberg Sousa, Ramon e Danilo.

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